
Critério PERC
Regra de Exclusão de TEP — Por Professor Moso
Regra de Ouro: o PERC só pode ser aplicado em pacientes com baixa probabilidade clínica de TEP (Wells 0–1 no modelo de 3 níveis, ou suspeita clínica inicial < 15%). Em pacientes de risco moderado ou alto, o PERC não deve ser usado.
Observações Importantes
Sobre o PERC
- O PERC (Pulmonary Embolism Rule-out Criteria) foi desenhado para descartar totalmente a suspeita de TEP sem necessidade de nenhum exame, nem mesmo D-dímero, em pacientes já classificados como baixo risco.
- Seu principal objetivo é reduzir a solicitação excessiva de exames de sangue e tomografias em pacientes com chance muito baixa de ter a doença.
- O PERC só deve ser aplicado após a estratificação prévia pelo Wells (baixa probabilidade, 0–1 ponto no modelo de 3 níveis) ou suspeita clínica inicial < 15%. Nunca deve ser usado isoladamente como primeira ferramenta.
Interpretação
- PERC Negativo (todos os 8 critérios ausentes): TEP formalmente descartado. Risco < 1%. Não solicitar D-dímero nem Angiotomografia — investigar outras causas para os sintomas.
- PERC Positivo (pelo menos 1 critério presente): Não significa que o paciente tem TEP, apenas que ele não pode ser descartado de imediato. Avançar na investigação padrão — como o paciente já é de baixo risco pelo Wells, o próximo passo é solicitar o D-dímero.